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transporte à chapa

 

A matriz offset

 

A matriz para o sistema offset pode ser de papel, para pequenas tiragens (até 5.000 cópias), ou de metal para tiragens superiores. Normalmente as chapas metálicas são de alumínio, de zinco ou podem ter ainda uma composição bimetálica ou trimetálica. Caracterizam-se por possuírem os grafismos numa posição de leitura correcta, tanto no caso das chapas pré-sensibilizadas positivas como das pré-sensibilizadas negativas. Isto deve-se ao facto do offset ser um processo de impressão indirecto.

 

A matriz offset começa por ser uma chapa lisa, nua de grafismos, que possui uma camada sensível de um dos lados e que vai ser gravada com as imagens que irão ser impressas.

 

 

Obtenção da matriz (processo analógico)

 

Para se proceder à gravação de uma chapa pré-sensibilizada positiva, são necessários fotolitos (em positivo) que devem possuir a emulsão não invertida (camada do lado que está «a não ler») para que possam ser gravados na chapa a ler. Esses fotolitos são montados num suporte de montagem transparente, designado por «astralon». Para controlo na fase de impressão é usada uma escala de cor que é montada do lado da saída da impressão e paralela ao cilindro impressor.

 

Depois de montados, os fotolitos são colocados numa Prensa de Contactos e em contacto com a face sensível da chapa (emulsão com emulsão) tendo o cuidado de deixar uma margem livre de grafismos, do lado da boca da máquina, de acordo com a medida estabelecida para cada máquina. Esta margem de cerca de 10mm destina-se às garras de fixação da chapa no cilindro.

 

 

A futura matriz irá agora sofrer uma insolação de uma luz da gama U.V. (Ultra-violeta) após a qual levará um banho de revelação que retira da chapa a parte da camada afectada pela luz e um banho de fixação que pára o efeito do revelador. A chapa é então lavada por água corrente e poderá ser retocada para que sejam limpas pequenas sujidades que sejam visíveis. Neste momento a chapa estará pronta a ser montada na máquina de impressão para servir de matriz impressora.

 

 

No caso da chapa não ser utilizada de imediato, ela deverá ser coberta por uma tinta preta de protecção, que tem a finalidade de proteger os grafismos da luz. Esta tinta de base gordurosa é aplicada com a chapa húmida pelo que não adere à zona do contragrafismo. No caso de não ser aplicada esta tinta, a chapa deverá ser protegida da luz, caso contrário os grafismos desaparecerão.

Para proteger a chapa de uma possível oxidação, ela é coberta por uma camada de goma arábica. Depois da goma secar a chapa deverá ser armazenada até que seja necessária a sua utilização.

 

 

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