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Thomaz Caspary
2008-07-16 |
Uma das grandes qualidades do gráfico é o fato de
saber se “virar” e ser no fundo, um bom empreendedor. Podemos
constatar isto, observando o número de gráficos que nos escrevem e,
que ao deixarem seus empregos, optam por abrir uma gráfica própria.
Porém, muitos destes “pretendentes” se lançam numa empreitada sem
nenhum tipo de informação sobre o mercado em que vão atuar, nem
sobre o tipo de gráfica que vão abrir. Vão logo perguntando, quanto
custa abrir uma gráfica digital. Sabemos por estatísticas várias,
que perto de 70% destas pequenas empresas, abertas anualmente no
Brasil, fecham antes de completar cinco anos, deixando dívidas e
comprometendo o patrimônio particular destes empreendedores.
Para poder escapar desta estatística, muitos
gráficos devem lançar mão de algumas ferramentas muito importantes
para o administrador moderno. Um deles é formatar um plano de
negócios (Business Plan) e fazer estudos de viabilidade econômica,
nomes cada vez mais comuns no dia-a-dia de empresários de médio e
pequeno porte. Acontece que nem sempre estes novos empresários
gráficos possuem conhecimentos suficientes para faze-lo. Estas
ferramentas fornecem ao novo empresário gráfico informações
importantes para a gestão empresarial, para o lançamento de uma nova
gráfica ou empresa correlata, como serviços de acabamento gráfico,
por exemplo. Um consultor poderá sempre ajuda-lo, dando-lhe uma
visão estratégica e possibilitando a busca de soluções rentáveis.
Na maioria das vezes, os gráficos em questão, são
bons técnicos da área de pré-impressão, impressão ou acabamento, mas
entendem muito pouco de gestão, estrutura societária, levantamento
de capital e planejamento estratégico e análise tributária, questões
fundamentais no processo de uma empresa.
O plano de negócios pode ser descrito como um
currículo da empresa, que a posicionará no mercado em que pretende
atuar, apresentando potenciais concorrentes e definindo projeções e
resultados. Com isso, se definem os objetivos do negócio e se
planejam procedimentos para atingi-los. Esse plano, além de
importante para a abertura de novas empresas, pode também ser
utilizado pelas gráficas que já estão no mercado, para
reestruturação de gestão ou mesmo para a venda do negócio. Ele
também é muito útil no lançamento de um novo sistema de impressão ou
acabamento, analisando questões como a viabilidade econômica do
projeto, mercado consumidor e concorrência. Neste caso são
estudados: o marketing e as vendas, o custo de todas as etapas de
produção, a estrutura de gestão necessária e projeções financeiras.
Os trabalhos realizados no plano de negócios
buscam apresentar uma radiografia da gráfica a partir da análise do
seu desempenho financeiro. A identificação das melhores opções para
alcançar novos objetivos também é uma preocupação, pois são
avaliados todos os investimentos e o retorno dos mesmos. Na
elaboração do plano de negócios são verificados e analisados todos
os pontos de diferenciação com relação a outras gráficas similares,
bem como seus pontos vulneráveis. Com essas informações, é possível
elaborar estratégias de marketing e vendas para os serviços
gráficos, que antecipem possíveis problemas apresentando soluções
para os mesmos.
Com o plano de negócios na mão, o gráfico terá um
documento que, além de ser essencial em negociações, será uma
importante ferramenta de análise da sua empresa gráfica, que
possibilitará a ela planejar seus passos, desde o início de suas
atividades até o seu crescimento, traçando diretrizes e corrigindo
eventuais erros que possam ser cometidos, ou em caso de gráficas
existentes, os erros cometidos até então.
Artigo impresso na
Revista Printnews de Junho de 2008.
Thomaz Caspary é consultor
de empresas e diretor da Printconsult Ltda. (11) 3167-6939.
www.printconsult.com.br