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Thomaz Caspary
2008-07-04 |
Todos vocês, já devem ter ouvido falar nas fábulas
de La Fontaine, famoso por suas histórias que se assemelhavam
e ainda nos dias de hoje, se assemelham muito à realidade. Na
verdade, naquela época ele não falava de gráficos. Tomei a liberdade
de utilizar uma de suas fábulas, para lhes contar esta história.
Era uma vez..., uma formiga que trabalhava duro,
de sol a sol. Construindo sua toca e acumulando suprimentos para o
longo inverno que se aproximava, através do trabalho árduo e
criativo de toda a sua equipe de gráficos. O gafanhoto, um pequeno
empresário “Bon vivant” viu aquilo e pensou consigo: - Que idiota! E
passava o tempo todo levando a vida, cantando e levando a vida...
Assim passou todo verão... Ao chegar o inverno, enquanto a formiga
estava aquecida e bem alimentada, o gafanhoto, que não tinha abrigo
nem comida, morreu de fome.
MORAL DA HISTÓRIA:
Trabalhe duro e com consciência! Seja previdente e
responsável. Pense no seu futuro e no futuro dos funcionários de sua
gráfica e de sua empresa!
Agora a Triste Versão Brasileira
Era uma vez, uma formiga que trabalhava duro, no
sol escaldante de verão, construindo sua toca, procurando melhorar
as técnicas de seu trabalho, ensinando as colegas formiguinhas de
como chegar ao sucesso e acumulando suprimentos para o longo inverno
que se aproximava.
O gafanhoto, um pequeno gráfico que leva a vida
choramingando, pensou: - Que idiota! E passou
o verão levando a vida, cantando e dançando como nunca. Ao chegar o
inverno, o pequeno gráfico gafanhoto, tremendo de frio, armou uma
barraca de lona na entrada da toca da formiga e convocou toda a
imprensa para uma entrevista exigindo explicações
- Por que é permitido à empresária formiga, uma
toca aquecida e boa alimentação, enquanto os pobres coitados dos
gafanhotos estão expostos ao frio e morrendo de fome? Todos da
imprensa compareceram à entrevista. Tiraram muitas fotos do
gafanhoto trêmulo de frio e com sinais de desnutrição! As imagens
dramáticas na televisão mostraram um gafanhoto em deplorável
condição, sentado num banquinho, debaixo de uma barraca de plástico
preto... E, mais adiante, mostraram a formiga, em sua empresa
confortável, com uma carteira de pedidos farta e lucrativa!
Até o Datena, quase chorando, apresentou um quadro
de 15 minutos, mostrando o pequeno empresário gafanhoto cambaleante!
O povo brasileiro fica perplexo e chocado com o contraste! A BBC de
Londres, manda ao Brasil, uma equipe para fazer uma reportagem
especial a ser distribuída em rede para toda a Europa! A CBS, nos
EUA, interrompe uma entrevista coletiva sobre as ações no Iraque,
antes da entrega do Oscar, para mostrar como está, a cidadania dos
pequenos empresários gafanhotos brasileiros...
Se esta “fábula” fosse verdade, a notícia
receberia apoio imediato do PT, com a ressalva de que os recursos
deveriam ser dirigidos ao programa Fome Zero do governo Lula... E
cogitar-se-ia então, uma Emenda Constitucional, para que se
aumentassem os impostos das bem estruturadas empresárias formigas e
ainda obrigariam as comunidades a promoverem a integração social dos
pequenos empresários gráficos gafanhotos.
Poderíamos continuar com esta “Fábula” por mais
uma centena de linhas, pois por mais incrível e mais ridícula que
possa ser, esta historinha poderia estar sendo contada no Brasil. O
grande e médio empresário se renderia aos impostos cobrados pelo
governo, que “suga” o que pode, e entrega aos micro e pequenos
empresários gráficos gafanhotos, através das leis de incentivo e
programa social e de ensino, ao qual, infelizmente o micro e pequeno
gráfico gafanhoto nem dá bola.
Em troca disso receberia, se fosse no Brasil,
votos e manteria seus companheiros gafanhotos no governo. Bem justa
essa troca. Seria um governo, que daria aos pequenos empresários
gafanhotos, disponíveis de ensino que não são por eles aproveitados,
ao invés de promover, a educação e incentivos fiscais para toda a
sociedade, tanto de formigas, como de gafanhotos, para gerar e
atrair novas empresas e empregos.
MORAL DESTA SEGUNDA HISTÓRIA:
Você micro e pequeno empresário gráfico, têm que
parar de chorar que a concorrência é desleal, que os outros levam
vantagem, que existem vantagens do grande empresário gráfico sobre o
pequeno. O empresário grande trabalhou para isso, investiu tempo e
capital, formou seu pessoal e realmente merece o que tem.
Faça você também seu Plano de Negócios. Use seu
tempo para aproveitar o que o SEBRAE, SENAI, Sindicatos Patronais e
de Trabalhadores bem como outras instituições têm a oferecer. Você
verá que será muito mais fácil crescer rapidamente, conseguir
crédito, melhorar sua produtividade e consequentemente o seu lucro.
Para isso, porém, você terá que se transformar de gafanhoto em uma
formiga. BOA SORTE!
Thomaz Caspary é consultor
de empresas e diretor da Printconsult Ltda. (11) 3167-6939.
www.printconsult.com.br