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Thomaz Caspary
2008-06-06 |
Estamos assistindo neste
momento as imensas modificações e avanços que se apresentam nesta
DRUPA 2008. Em função das novas premissas de mercado, não só no
mundo globalizadas, más também no mercado interno brasileiro, uma
série de mudanças está por vir e certamente estas mudanças, tanto
tecnológicas como de gestão, irão trazer certo desconforto para o
empresário brasileiro, pois terá que atuar em suas decisões com
maior presteza e velocidade.
O empresário gráfico terá que
se acostumar a mudar seus paradigmas. O gráfico terá que
reposicionar a sua empresa no mercado, com o apoio destas novas
tecnologias, da aquisição cada vez maior de conhecimentos
mercadológicos e finalmente através da recolocação de pessoal de
competência comprovada em sua empresa. Entre outras coisas, um dos
itens ao qual o empresário terá que se acostumar é a liderança cada
vez maior das profissionais femininas que a cada dia vão tomando
posições de destaque nos diversos setores de comando, tanto nas
gráficas, como nos nossos clientes. Teremos que derrubar as
barreiras psicológicas do “machismo”, aceitando cada vez mais a
entrada no mercado da competência feminina.
A nossa gráfica encontra-se
agora diante do grande desafio de mudar. Não podemos mais ficar de
braços cruzados esperando as coisas acontecer. Temos que nos
posicionar frente ao mercado, aprendendo a falar com este mercado da
maneira correta, pois ele está cada vez mais concorrido e
monopolizado. Precisamos também achar para cada gráfica, os nichos
de mercado apropriados para sua filosofia e tecnologia, assim como
buscar diferenciais competitivos e vantagens criativas para não
cairmos nas chamadas “commodities”.
Temos que mudar a nossa cabeça
no tocante aos meios de produção, que estão com extrema velocidade
se transformando de analógicos para digitais. Temos que
indiscutivelmente entrar de uma vez por todas, nos sistemas
computadorizados de gestão. Finalmente temos que profissionalizar
com maior rigor a nossa empresa, admitindo em todas as áreas,
profissionais mais qualificados. Voltamos a frisar, sem querermos
nos tornar feministas, de que a mão de obra e a mente feminina
poderão ser de grande valia na alavancagem de nossos propósitos.
Qual é, a grande diferença, ou
melhor, quais as grandes diferenças, entre a forma de gerenciamento
atualmente utilizada pela grande maioria das gráficas brasileiras e
o gerenciamento neste período que precede a DRUPA? Podemos citar
inúmeros pontos que deverão ser, após uma profunda reflexão,
modificados em nossas empresas gráficas:
·
Hoje o executivo recebe todas as planilhas possíveis e faz os
controles da empresa (as gráficas mais organizadas) e na maioria das
vezes sai dando a bronca, pois os resultados não batem com o que o
dono imaginava. O executivo dos nossos dias, com base aos resultados
analisados nas planilhas, propõe mudanças, sempre após consulta a
seus assessores, para estabilizar a empresa e posteriormente cobra
de sua equipe os itens propostos. O dono da gráfica, nos dias de
hoje, está tomando decisões de forma isolada, de acordo com seu
“feeling” nem sempre consultando seus pares ou ouvindo opiniões de
seus colaboradores. A partir de agora, não é mais possível se tomar
decisões sem ter uma clara concepção das diversas conseqüências que
esta ou aquela decisão podem acarretar. Neste sentido, deve haver
antes da tomada de decisão uma ampla consulta a colaboradores e
talvez até a subordinados, para formar um “retrato” da situação e aí
sim, poder tomar uma decisão com base a fatos mais concretos.
· O
gráfico de hoje, simplesmente limita as ações de seus subordinados e
define ações e atitudes muitas vezes de forma impensada. A partir
deste momento o empresário gráfico, deverá, capacitar os seus pares
para uma tomada de decisão nos níveis competentes a cada um, sendo
que a decisão de eventos maiores, poderá ser tomada em consenso.
· Muitos donos de gráfica estão
hoje em seu pedestal, ou seja, sentem-se os onipotentes e
onipresentes “homens-chave” da empresa. Eles estão no topo dos
acontecimentos e das decisões. Fatalmente esta cegueira de empresa
poderá levar a empresa à destruição, como temos visto inúmeros
casos. Na nova economia, depois de analisadas as tendências na
DRUPA, conversando com executivos de todo mundo e principalmente da
América Latina, além de capacitar o seu pessoal para ser mais
responsável pelos seus atos, o executivo da gráfica deve se colocar
no centro dos acontecimentos sendo bastante participativo e
delegando o máximo possível. Esta é, por exemplo, uma característica
bastante feminina. Se analisarmos o perfil das executivas das
grandes empresas nacionais e multinacionais poderemos ver, que elas
tem exatamente este perfil de comando, tendo-se saído muito bem nas
suas atribuições.
· O
“general” da empresa gráfica, em muitos casos, tem se mostrado hoje
em dia um verdadeiro arquétipo de militar enquanto que para a
empresa moderna, o posicionamento do comandante da empresa deve ser
de educador, pois sem dúvida alguma, ele alcançará com maior rapidez
as metas traçadas e os resultados para a empresa.
Se fizermos uma retrospectiva
dos últimos anos nas nossas empresas, veremos que no início dos anos
90, nossas gráficas eram na verdade o que chamamos de corpo. Já no
final dos anos 90, início deste século, o empresário gráfico começou
a acordar e perceber que faltava para sua empresa um segundo item,
que era o exercício do conhecimento, ou seja a mente. A mente como
instrumento de trabalho, foi e é um grande amigo dos resultados da
empresa. Porém não estamos sozinhos neste mundo e outras empresas
gráficas também aplicaram a técnica do exercício do conhecimento
(mercadológico, técnico e produtivo). No pós-DRUPA, prevalecerá a
alma que até então ficou meio esquecida no mundo dos negócios, más
que juntamente com a mente auxiliará na solução dos mais difíceis
problemas que encontramos no dia a dia. E temos que confessar, que
muitas mulheres tem vantagens sobre os homens, principalmente no
tocante à coordenação do corpo+mente+alma. Podemos afirmar, que as
nossas gráficas entrarão após esta DRUPA 2008, com disposição de
vencer e certamente farão a integração dos velhos e novos conceitos
de gestão.
Thomaz Caspary é consultor
de empresas e diretor da Printconsult Ltda. (11) 3167-6939.
www.printconsult.com.br