A escolha de uma
impressora plana
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Por:
Jorge Melo
Braga Representante comercial
da «TesteFinal»,
distribuidora de máquinas de impressão digital
com cura UV, da AGFA.
2007-10-17 |
Os enormes avanços da tecnologia Inkjet nos últimos
anos, colocaram as impressoras digitais planas lado a lado com a
impressão tradicional. A impressão digital é vista,
tradicionalmente, como uma forma de aumentar a eficácia em trabalhos
de curtas tiragens. Por outro lado, possibilita a abertura de novos
mercados desde a impressão à medida até à decoração de produtos. A
escolha de uma impressora plana, pelas diferentes opções e pelo
investimento envolvido, tem de ser uma decisão devidamente
amadurecida pelo que este artigo pretende ser uma pequena
contribuição a essa análise.
Se está a pensar em comprar um equipamento deste
género, a primeira tarefa que terá, é definir como medir e comparar
os diferentes tipos de equipamentos. Existem mais de 30 fabricantes
e cada um deles quantifica a qualidade da impressora de forma
diferente e, por vezes, parecem estar a dizer a mesma coisa em
línguas diferentes. Assim, de início, decida que tipo de trabalho
pretende executar. A impressão de outdoors requer rapidez mas não,
necessariamente, alta qualidade, dada a distância a que são vistos.
Por outro lado, se pretende concentrar-se em trabalhos que sejam
vistos a curta distância, como displays, PLV’s, então a qualidade
elevada é mais importante.
Assim, é importante definir velocidade e qualidade.
100m2 por hora pode ser muito ou pouco mas deve saber exactamente
que qualidade obtém com essa velocidade. Todas as impressoras,
independentemente do fabricante, imprimem melhor a baixas
velocidades – nenhuma imprime com máxima qualidade à máxima
velocidade. Velocidade é para tamanhos grandes e a maior distância,
baixa velocidade para distâncias mais pequenas.
Por outro lado, há que definir o que é qualidade de
impressão. Alguns fabricantes tentam defini-la como o número de
pontos por polegada (dpi), mas os dpi, por si só, não medem a
qualidade de impressão. Embora não sejam de ignorar, não dão a
indicação do poder de resolução e é o poder de resolução que
determina a qualidade da impressora para reproduzir os detalhes mais
finos.
Existem outros factores, como as cabeças de
impressão. Estas devem ter a capacidade de colocar eficazmente os
pontos na grelha digital que o RIP usa para criar a imagem. O poder
de resolução de uma impressora depende frequentemente da eficácia
com que a impressora consegue colocar as gotas de tinta na grelha. O
RIP calcula o tamanho das gotas de tinta, a cor e o ponto da grelha.
Assim, deverá ser cauteloso com os RIP que oferecem velocidades
rápidas, porque podem deitar fora parte da informação da imagem,
eliminando assim os detalhes e a possibilidade de atingir uma melhor
qualidade.
Não existe, como atrás disse, nenhuma definição
para poder medir o poder de resolução de uma impressora. É algo que
é afectado por vários factores: a distância entre as cabeças de
impressão e o suporte a imprimir, a suavidade com que as cabeças se
deslocam ao longo do suporte, a própria estrutura da impressora e a
velocidade de impressão. O software e a electrónica incorporada no
RIP e na impressora, também afectam os resultados.
Os equipamentos têm uma electrónica para posicionar
os pontos que constituem a imagem. O endereçamento da grelha, indica
a resolução, medida em dpi’s. Geralmente, uma rede mais fina e de
mais tons (um modo de impresão mais alto), originam uma melhor
qualidade. Daí que existam duas medidas – 300 e 600dpi, por exemplo.
No entanto, esteja atento à resolução de 600dpi, pois podem ser
unidireccionais.
O tamanho da grelha depende do modo de impressão
mas não é infinito. As cabeças de impressão limitam o tamanho da
grelha, embora os dpi’s controle o tamanho da gota.
O que é essencial para atingir alta velocidade e
elevada qualidade é a impressora lançar pequenas gotas de tinta
(menos de 30 pictolitros) a alta frequência, combinando com a
capacidade de manusear grandes quantidade de informação e de tinta,
para obter o máximo de rendimento da cabeça de impressão. Por outro
lado, a colocação dessas gotas tem de ser controlada eficazmente
para que caiam onde se quer, de forma a minimizar o sombreado
provocado pela turbulência. Sem este controlo, não se consegue obter
textos, linhas e curvas devidamente definidas. O pequeno tamanho da
gota de tinta não garante, por si só, a qualidade mas as gotas
grandes certamente que a limitam.
A impressão com qualidade não é somente controlada
pelo RIP, pelo software usado e pelas cabeças de impressão. A parte
mecânica da impressora também conta. Se não há um movimento suave e
controlado, então existirão vibrações nas cabeças de impressão e a
qualidade será perdida, apesar dos outros elementos. Se quer
imprimir cores a cheio, então terá de ser capaz de o fazer sem “banding”.
Esteja seguro que a impressora pode criar cores cheias e densas, de
acordo com o tipo de trabalho que pretende. Qualquer demonstração de
uma impressora deve ser feita no suporte com que, habitualmente,
usará ou pode ter resultados muito diferentes.
Uma vez que não existe um critério uniforme, válido
para fabricantes e distribuidores, que esclareça os potenciais
compradores para medirem o poder de resolução das impressoras, eis
aqui alguns procedimentos, antes de optar:
- compre um cronómetro;
- forneça um ficheiro ao fornecedor, combinando grandes blocos de
diferentes cores, textos de diversos tamanhos, a preto e a cores e
fotos;
- veja a imagem a ser impressa a alta, média e baixa velocidade. Em
cada amostra, anote o tempo que dura a impressão, desde que o botão
de imprimir é pressionado até à saída do material, incluindo o tempo
de “ripagem”;
- teste a adesão das tintas em alguns dos suportes que
habitualmente.
Na posse desses dados, faça a sua opção, de acordo
com os seus critérios de trabalho e de investimento.
Jorge Melo Braga é
representante comercial da TesteFinal.