Garanta a Sua Competitividade
Ao longo dos tempos o paradigma da competitividade
das empresas tem vindo a ser alterado a um ritmo indescritível. Se
no passado “o segredo era a alma do negócio”, hoje a rapidez em dar
formas às decisões tornou-se num imperativo e trouxeram novas
realidades e novas perspectivas na forma como encarar os negócios.
Actualmente, não se pensa numa organização funcional,
independentemente do seu sector, sem efectuar uma análise criteriosa
das soluções de gestão adequadas à actividade.
Fala-se na indispensável e adequada gestão de
Recursos Humanos, na necessidade das empresas produzirem valor, na
inovação e excelência, no conceito do desempenho para as boas
práticas, numa gestão financeira equilibrada e sustentada, nas
parcerias com fornecedores e até na, indispensável, avaliação
interna das organizações. Certo, tudo isto é importante. Mas onde
está o real valor para a competitividade?
Pensar em Competitividade é pensar “Magro”. É
introduzir nas organizações um conjunto de procedimentos
simplificados e bem definidos, capazes de alcançarem os objectivos
inicialmente propostos no menor espaço de tempo, ao menor custo e
com o menor índice de desperdícios possíveis.
Inserido neste pressuposto, surge o conceito de
Produção Magra, do inglês “Lean Production”, que associado a algumas
filosofias/conceitos de trabalho, realçam o que de melhor pode
existir nas organizações, tornando-as “moldáveis” no seio das
empresas e munindo-as de uma enorme capacidade de reagirem às novas
ameaças, quer estas venham da concorrência directa, da própria
organização ou, simplesmente, pela necessidade de reestruturar
empresas mais “envelhecidas”.
Há ambição maior do que ver a sua empresa
crescer?
Parece uma pergunta banal, mas deveria fazê-la. As
organizações só poderão evoluir e responder de uma forma criativa e
eficaz, quando apoiadas por soluções de gestão flexíveis, inovadoras
e eficientes.
Em Portugal a aplicação do conceito de Produção
Magra, está associado em grande medida à indústria automóvel (de
onde é oriundo), indústria de mobiliário, injecção de plástico ou,
onde pela natureza dos produtos, estes estão inseridos em cadeias de
produção contínua. Todavia, o conceito de Produção Magra cresceu e é
hoje possível integrá-lo em todas as organizações e sectores de
actividade.
Embora a implementação deste processo não seja
moroso, também não é curto, e numa fase inicial devem estabelecer-se
metas passíveis de serem alcançadas por toda a organização.
Associado a este processo, as organizações devem
ainda efectuar ajustes e que se devem reflectir a diferentes níveis.
Incluímos aqui o estilo de liderança e tipo de organização, a gestão
da informação interna e respectiva comunicação entre todos os
agentes, bem como o espírito de equipa e cultura empresarial.
Mudanças e novos desafios exigem respostas
rápidas! A sua empresa acompanha-os?
Lembre-se, uma empresa que aposta na implementação
da Produção Magra tem vantagens acrescidas a curto, médio e longo
prazo, dependendo do tipo e número de medidas a introduzir.
Ao implementar, mesmo que parcialmente este
conceito, a sua empresa beneficiará do aumento da produtividade e
crescimento do negócio que pode ir até aos 25%, com uma redução das
mal-conformidades que pode variar até aos 90%.
Poderá conseguir uma redução do espaço ao nível do
ShopFloor na ordem dos 40% e uma redução efectiva de Stocks acima
dos 80%. Terá um aumento eficaz ao nível do desempenho do serviço e,
consequentemente, uma melhoria na qualidade do serviço prestado ao
cliente. Finalmente a empresa cresce em resposta às solicitações e
reduz o seu LeadTime entre os 70 e os 90%.
Os benefícios de negócio alcançados com a Produção
Magra reduzem ainda o custo de propriedade dos equipamentos,
permitindo um maior retorno do investimento. Pense “Magro” e garanta
a sua Competitividade.
COMENTÁRIOS AO ARTIGO EM:
http://www.portaldasartesgraficas.com/forum/viewtopic.php?f=40&t=2633&p=6805#p6805
Artigo técnico elaborado
no âmbito do Mestrado em Tecnologias Gráficas (ISEC), para a
disciplina de «Gestão da Produção Gráfica, Operações e Tecnologias»
- Novembro 2008
Por: Vítor Jorge