Fantasma Químico

 

Fernando Giatti

Abril 2007

 

Tecnicamente é sabido que o problema de fantasma químico é extremamente complexo, pois são diversas as variáveis que afetam nesta situação. Mais grave é a dificuldade encontrada por todos os profissionais gráficos em prever tal situação devido exatamente à esta complexidade.

 

O Fantasma Químico é um fenômeno ainda pouco entendido e extremamente imprevisível, o mesmo ocorre durante a fase crítica de secagem das tintas offset (que secam por oxidopolimerização), que neste processo formam gases que se não forem devidamente arejados, se prendem no outro lado do papel, que por sua vez apresenta diferenças de brilho na impressão da frente, principalmente em impressões chapadas em trabalhos de alta qualidade e papéis revestidos, principalmente em cores metálicas.

 

Vários fatores, que podem estar combinados ou sós, favorecem a ocorrência do fenômeno, entre eles pode-se ressaltar: Altura da pilha de papel na saída, uso de aditivos à tinta (ex.: secante, diluente, pasta), quantidade de tinta (filme aplicado), força das tintas, tipo de tinta, seqüência de impressão, alimentação de água, dosagem da solução de fonte, dosagem de álcool, qualidade da solução e álcool, pH da solução e/ou papel, absorção do papel, lisura do papel, conteúdo de umidade do papel, temperatura ambiente e umidade relativa , temperatura da pilha de papel na saída e etc.

 

Temos então que executar o máximo de controles possíveis em um processo gráfico, afim de eliminar possíveis situações que venham ocorrer após impressão, causando prejuízo e desgaste com o cliente final.


Artigo de Fernando Giatti

 

 

 

 

 

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