Equilíbrio de água e tinta - Introdução

 

MR Fernandez

Consultor Técnico

Formador de profissionais

Março 2007

 

Nada chama tanto a atenção do profissional de artes gráficas quanto o produto final de seu trabalho. Embora a tecnologia está cada vez mais presente nas impressoras modernas, essencialmente ainda continuamos ao longo dos anos colocando tinta sobre o papel. Esta é a função principal de uma impressora. Mas para que isso seja obtido, uma centena (talvez algumas centenas) de variáveis tem de ser controladas. Controladas não, gosto de dizer: gerenciadas. O impressor de verdade, gerencia ao longo de seu turno de trabalho algumas centenas de variáveis químico-físicas. Afirmo que é impossível fazer isso ao longo do tempo apenas por tentativa e erro.

 

Mais do que nunca tem sido enfatizada a necessidade de conhecimento técnico apurado. Por este motivo, amante que sou das “ARTES GRÁFICAS”, passo a compartilhar com prazer minha experiência ao longo dos mais de 15 anos vivenciando este meio de comunicação, a impressão off-set. Escolhi como tema para este primeiro artigo o nosso objetivo principal, colocar tinta sobre o papel. Mas para abordarmos este assunto em sua totalidade, teremos que dividir este incrível tema em alguns artigos. Estes seguirão a seguinte lógica:

 

 

Insumos:

 

Falaremos sobre os insumos necessários ao processo gráfico, insumos estes que se usado corretamente facilitarão sua vida como impressor. Descrevo alguns destes:

 

- Qualidade da água de impressão

    - Dureza

    - pH e condutividade (acidez e alcalinidade)

 

- Solução de fonte

    - O objetivo da solução

    - Tensão superficial / interfacial

    - Álcool

 

- Tinta

    - Principais componentes

    - Propriedades

    - Comportamento

 

- Rolos

    - Confecção de um rolo de borracha

    - Propriedades dos rolos

    - Manutenção dos rolos (superfície da borracha e eixo, rolamento...)

 

- Papel

    - Tipos de papel e suas propriedades (ácidos e alcalinos)

 

 

Procedimentos:

 

Neste ponto, entraremos em detalhes a respeito do ajuste propriamente dito. Você irá descobrir que o equilíbrio correto entre água e tinta não está em apenas evitar que se suje o impresso (ou manche, como alguns dizem) mas que o ponto correto de aplicação de água e tinta pode ser alcançado e que isso lhe permite imprimir por mais tempo sem ter que limpar o cauchu (ou borracha, blanqueta). Falaremos também sobre densitometria. Dominaremos assuntos como Densidade / Ganho de ponto / Contraste de impressão / Trapping / Slur e etc...

 

Desta forma, lhe convido a acompanhar nossos artigos na medida em que forem sendo publicados. É claro que em todo processo de formação, o início sempre é tedioso. Como conter o desejo de logo “por as mãos na massa”. Mas peço sua paciência. Considere este artigo como sendo nosso primeiro dia de aula. Conhecemos um pouco de nosso calendário letivo e dos assuntos que vamos tratar daqui para frente. Acredite, é preciso saber de algumas coisas antes de falarmos apenas do equilíbrio de água e tinta. Para não lhe deixar completamente na teoria com a “aula” de hoje, vou compartilhar algo importante que tem tudo a ver com o prosseguimento de nosso assunto. Você sabia que metais amarelos adoram a tinta e que metais brancos adoram a água? É isso mesmo, metais amarelos como o cobre (como alguns rolos oscilantes antigos) são oleofílicos e metais brancos como o cromo (como alguns rolos de fonte de água) são hidrofílicos. Este é um conceito interessante que já nos prepara para nosso próximo artigo. Portanto, fique atento pois em breve estaremos falando um pouco mais sobre este belo ofício e como fazê-lo com profissionalismo, qualidade e prazer.

 


Artigo de MR Fernandez

 

Expresse-se: palestra_tecnica@yahoo.com.br

 

 

 

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