
Pergunta recebida de Porto
Alegre (RS)
Pergunta: Como podemos fazer
para testar se nossa máquina offset e impressão estão boas? Temos
tido alguns problemas e não sabemos como
resolvê-los.
RESPOSTA:
Existem alguns
cuidados que devem ser tomados para verificar sua máquina de
impressão e naturalmente a qualidade da própria impressão.
Em primeiro lugar, terão que
verificar se as medidas de calço em chapa e cauchú (borracha,
blanqueta, etc.) estão corretas de acordo com o preconizado pelo
manual do equipamento. Na seqüência, verificar a pressão entre
Cauchú e Contra-pressão, em função do suporte a imprimir.
Evidentemente temos que fazer o teste de rolaria sobre a chapa,
baixando os rolos 2 vezes sobre a chapa seca e medindo a espessura
da marca de tinta deixada sobre esta. Esta largura (que deve ser
uniforme) varia de maquina para máquina e situa-se em média na faixa
dos 4 milímetros de espessura.
O próximo passo será o de dar
uma impressão a seco (chapado total), preferencialmente com tinta de
cor cyan, para verificar algum defeito no contra-pressão e/ou no
cilindro do cauchú (ou no próprio cauchú). Em empresas menos dotadas
de tecnologia, recomendamos a gravação de uma chapa com uma folha
milimetrada, que passamos duas vezes na máquina. Isso, porém não é o
suficiente.
Se quisermos ser mais técnicos,
deveremos utilizar obrigatoriamente uma “Test-Form”, que exige de
nós o uso de diversos equipamentos de medição, entre os quais
podemos citar um densitômetro. Existem vários tipos de Test-Form,
tanto para Offset como para outros sistemas de impressão, inclusive
hoje em dia para impressão digital. O importante é que possamos
mensurar áreas de sólidos, Ganho de Ponto, Trapping das tintas,
Contraste de impressão, Movimentação cilíndrica ou de rolaria (Slur-test),
Balanço de gris, etc.
Entre as Matrizes de Teste mais
conhecidas, temos a da GATF (Fundação técnica de Artes Gráficas dos
USA), FOGRA (Sociedade de Pesquisa na área gráfica da ALEMANHA),
UGRA (Sociedade técnica de Artes Gráficas da Suíça), IGT (Instituto
de Técnicas Gráficas da HOLANDA) e o sistema Brunner da Alemanha que
é o menos utilizado.
Todas estas matrizes para teste
(Test-Forms), possuem elementos básicos como, por exemplo, cruzes de
registro posicionadas em pontos estratégicos da folha, tanto na
pinça, como no meio e na saída, para controle de registro e abertura
de papel. Temos igualmente o elemento de barras sólidas,
posicionadas principalmente na pinça e na saída da folha, para
medição da carga e distribuição da tinta na área longitudinal da
impressão. Imprescindível, para o controle do ganho de ponto, são as
escalas de controle CMYK reticuladas de 2% a 100% (dependendo do
instituto e da norma utilizada), Com relação de ganho de ponto,
tintagem e problemas com cilindros, temos ainda vários elementos
distribuídos pela folha, que vão desde as microlinhas (Horizontais,
verticais e diagonais nos dois sentidos) como a escala SLUR da GATF,
por exemplo, como também as estrelas radiais (da GATF) ou os
círculos (da UGRA).
Além disso, temos ainda vários
elementos na folha, como chapados, fotos (com imagens de referência)
e controles e tarjas de balanço de gris. Por último podemos citar a
sobreposição de diversas cores em formato de tarjas de controle,
como Cyan + Magenta, Magenta + Amarelo e Cyan + Amarelo. Estamos
enviando a v.sas. Uma carta mais detalhada sobre o assunto. Caso o
leitor queira mais informações, poderá entrar em contato com a ABTG
em São Paulo, ou diretamente conosco.
Dica do site
www.printconsult.com.br