A falta de
Pontualidade nos Pagamentos é no
Portugal de hoje um tema com grande
destaque, tema da maior importância
e acuidade, desde a problemática da
solvabilidade de muitas empresas até
à Ética envolvente que nos leva a
todos a pensar por onde anda a
Palavra e o Rigor nas transacções
comerciais. Um Obrigado à ACEGE, que
mais uma vez nos surpreende
positivamente, pelo lançamento de um
desafio aos Empresários e Gestores
Portugueses para que cumpram os
pagamentos a fornecedores na data
acordada com o objectivo de criar um
ciclo virtuoso na vida económica
Portuguesa e de protecção à sã
concorrência!
Segundo a direcção da ACEGE “os números são
assustadores e as consequências imprevisíveis. De acordo com dados
recentes da AIP, que vêm corroborar o estudo sobre "Índice de Risco"
publicado pela Intrum Justitia, 75 por cento das empresas
portuguesas refere ter problemas nos atrasos de pagamento. Um
princípio que parece básico na vida das empresas, acaba por se
transformar numa séria ameaça à sua sobrevivência. Esta cultura de
permissividade e de irresponsabilidade na Economia Portuguesa, a
qual parece estar profundamente enraizada como factor cultural, tem
de ser contrariada, sob pena de muitas pequenas e médias empresas
poderem vir a sucumbir, caso tal não aconteça. Para substituir este
ciclo vicioso por um que seja antes virtuoso, gostaríamos de poder
contar, em particular, com o exemplo dos empresários da ACEGE nesta
iniciativa. Assim, convidamos cada um a aderir a este compromisso e
a consultar, no nosso Portal “:
www.ver.pt
www.ver.pt/conteudos/grupo_pagamentos_pontuais.aspx
Aconselhamos os Senhores Empresários e Colegas
Gráficos a visitarem este Portal, e porque não o recomendarem à
direcção da APIGRAF, criarem uma dinâmica de pressão junto da cadeia
Associativa a jusante, no sentido de existir uma pressão alargada ao
Estado, para igualmente serem “aconselhados” a dar o exemplo e
pugnar por uma política de Rigor Ético no cumprimento dos prazos de
pagamento.
Hoje o Estado despesista, como principal
pagador do País, é o exemplo primário do laxismo, uma verdadeira
locomotiva negativa.
Qual o rigor na Pontualidade dos Pagamentos em
áreas como a da saúde (ou não será verdade, por exemplo, que os
médicos estão a receber actualmente os honorários das operações
cirúrgicas ao abrigo do sistema SIGIC efectuadas em Outubro….de
2007? Ou, o Estado deve 737milhões de euros e demora mais de um ano
a pagar Medicamentos?), obras públicas, municípios, etc., etc. Tão
rigoroso e asfixiante é o Estado na cobrança dos seus impostos e tão
laxista na liquidação das facturas aos seus fornecedores,
obrigando-os a recorrer a compromissos bancários e muitas vezes com
efeitos fracturantes ao nível da solvabilidade das empresas.
O Prazo de Pagamento é um desconto; Atraso de
Pagamento é um desconto.
Como importadores que somos sempre sentimos por
parte dos nossos fornecedores estrangeiros uma disciplina ética, que
aumentou de rigor com a constituição da Comunidade Europeia e se
tornou mais exigente com os efeitos da globalização. Hoje um
fornecedor estrangeiro (Alemão, Suíço, Holandês, Nórdico, etc.) não
compreende a falta de Pontualidade nos Pagamentos, pela falta de
Rigor e pelos Custos inerentes, e interpreta-a imediatamente como
dificuldades financeiras vs. diminuição de plafond de crédito e até
ao bloqueamento de fornecimentos vai um ápice. Esta perigosa e
nefasta Cultura Viciosa tem que ser invertida e
cabe-nos a nós, todos os que desejamos ver as nossas empresas vivas
no futuro próximo, tomarmos uma declarada posição, com o apoio das
n/ Associações sectoriais e fazermos mais um esforço no de
alterarmos o sentido actual de impunidade generalizada. Todos
sentimos o aperto nas margens de comercialização e o efeito da falta
de pontualidade dos pagamentos nos nossos planos de tesouraria, pois
estamos todos no mesmo barco. É ou não uma prioridade para as
empresas o serem mais rigorosas e terem um sentido ético comercial?
Ou viveremos nós num mundo de Postulado, mas
rodeados de Al-Qaedas?
Para o seu próprio bem e para o bem de toda a
economia portuguesa, convidamo-lo a aderir a este compromisso ou a
exigir à V/ cadeia Associativa um passo idêntico.
* David
Zamith é Director Geral da Ruy de Lacerda
&
C.ª Lda. -