O fim do vendedor convencional


 

 

Thomaz Caspary
Diretor da Printconsult

2007-06-02

 

Já no final do século passado, os maiores pensadores faziam suas preconizações para este milênio que mal iniciou. E já começamos a sentir as mudanças por muitos deles preconizadas. Alvin Tofler, previu o fim do grande varejo e o início do one-to-one marketing e do  Comércio B2B (Business-to-Business). Bill Gates, já falava que estamos deixando a era da informação para entrar na Era do Conhecimento e Philip Kotler divulga as técnicas do Cybermarketing.

 

Assim também, as vendas na Indústria Gráfica, sofrem mudanças brutais, onde a tecnologia da comunicação, de criação e de design falam mais alto. O famoso “Papo Furado” do vendedor, já não funciona mais. O vendedor convencional, precisa ser, urgentemente substituído em nossas gráficas, por um profissional de vendas habilitado, com conhecimentos técnicos de pré-impressão, matérias primas e sistemas de impressão avançados. E isso só será possível através do treinamento técnico destes profissionais que atendem nossos clientes, passando a eles soluções econômicas e inteligentes.

 

 

 

A meta básica é mudar os paradigmas e, conseqüentemente a mentalidade dos vendedores, transformando-os em solucionadores de problemas e na verdade, parceiros de nossos clientes, que devem se preocupar com sua atividade fim e, não com problemas técnicos da área gráfica. Devemos repensar a nossa gráfica como provedora de soluções, através de parcerias com os clientes, via todas as mídias disponíveis no mundo virtual ou físico. Transformar profissionais analógicos em “digitais” é um dos passos destas metas, pois o futuro já é realidade. Não há mais tempo para perder.

 

Resistências às mudanças, à parte, inclusive com relação aos comandantes das gráficas, temos que trabalhar o lado comportamental dos profissionais de atendimento, bem como o lado emocional com os de venda, redefinindo a forma da abordagem do cliente, tornando-o receptivo. Como me expressei em um outro artigo, ouvimos queixas do vendedor no sentido do cliente se expressar em japonês: “Takaro”. Precisamos convencer o cliente e não vencer o cliente, para que ele próprio venha nos procurar.

 

O maior desafio, no entanto, é a velocidade da mudança da tecnologia que o Ser Humano não está tendo condições de acompanhar nem de captar tantas mudanças em tão curto espaço de tempo. A situação se agrava ainda mais, pelo fato do cliente ficar cada vez mais exigente com relação à velocidade em que necessita o trabalho, em virtude da sua própria concorrência. Isto fatalmente irá desembocar na tecnologia totalmente digital (inclusive impressão, principalmente para campanhas relâmpago de baixas tiragens.

 

Para finalizar nosso pensamento, acreditamos que o novo profissional de vendas deverá, além da flexibilidade e discernimento para adaptar-se às mudanças mercadológicas e às novas tecnologias, administrar prioridades e situações de conflito. É muito importante ouvir mais do que falar, ter profundos conhecimentos da empresa (cliente), seus produtos e do mercado em que atua. O novo profissional de vendas, deverá ter habilidade para negociar preços, prazos e urgências, dentro das reais necessidades dos seus clientes. Fica aqui ainda uma palavra final: “A competição é uma guerra. Nenhuma empresa quer levar amadores para o campo de batalha!”.

 


Thomaz Caspary é consultor de empresas e diretor da Printconsult Ltda. (11) 3167-6939. www.printconsult.com.br

 

 

 

 

 

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