A partir da Drupa de 2004, a crescente competitividade do
mercado gráfico passou a exigir das empresas uma maior eficácia
em cada centro de custo da gráfica, através principalmente do
aumento da produtividade e eficiência do pessoal envolvido e dos
equipamentos utilizados. Deixando um pouco de lado as Normas ISO
9000, tivemos que nos dedicar mais, à implantação de Boas
Práticas de Gestão Produtiva e Administrativa, que só pode ser
conseguida, através da implantação rigorosa de Normas e
Procedimentos, tanto nos setores da produção, como na área
comercial, pré-cálculo, compras e naturalmente em toda área
administrativa.
Para que isso
passe a se tornar realidade, na maioria das empresas gráficas (e
não só em algumas cujos comandantes são homens de visão e, já
deram o passo da inovação), é necessário que se melhore o
desempenho de cada indivíduo da gráfica, independentemente de
sua função. O trabalhador gráfico brasileiro é em sua maioria,
leal para com a empresa e, está disposto a melhorar seu
desempenho, têm idéias criativas, porém infelizmente não está
comprometido com o trabalho. Pudemos ver isso, em recente
estatística do instituto Gallup, que mostra que mais de 75% dos
nossos trabalhadores não se compromete com o trabalho
propriamente dito.
As principais
causas desta situação, estão em primeiro lugar, no alto nível de
Stress a que estão submetidos nossos funcionários, seja por
falta de habilidade dos chefes imediatos na gestão das pessoas,
seja por pressões externas como o prazo de entrega dos serviços
por parte do cliente (muitas vezes causadas por inabilidade do
departamento comercial em negociar estes prazos), ou mesmo pela
vida atribulada que levamos de uma maneira geral.
Contribui ainda para esta situação, a falta de conhecimento
técnico das tarefas executadas pelo operador, a se iniciar na
área de pré-impressão, além é claro, pela falta de conhecimento
técnico dos clientes que não são orientados adequadamente pelo
departamento comercial, seja por comodidade ou mesmo por
conhecimento.
Os principais
causadores de todos estes problemas são, em primeiro lugar, a
falta de informação em todos os níveis. O segundo maior causador
desta problemática é a técnica de comunicação adotada, em todos
os setores da gráfica, tanto para clientes externos como para os
clientes internos. Em plena era da informática, nossos
companheiros gráficos ainda enxergam o uso do computador e seus
respectivos sistemas de gestão e comunicação, como uma grande
despesa, enquanto que temos a experiência comprovada, de que a
informática e seus softwares, são um investimento altamente
rentável e com rápido retorno financeiro.
Em plena
época do conhecimento, onde temos à nossa disposição a Internet,
feiras e eventos gráficos, publicações de revistas e livros em
nossa língua portuguesa, além de várias obras técnicas
importantes, em outros idiomas, escolas especializadas na
Indústria Gráfica, como a nossa Escola de Artes Gráficas Theobaldo De Nigris, com vários níveis de ensino, desde o
aprendizado operacional, passando pelo técnico de nível médio
até a engenharia gráfica, grande parte dos nossos empresários,
nem tomam conhecimento. Vão tocando a empresa até onde der... e
depois percebem que não deu !
A Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG) oferece
uma série de cursos e serviços em benefício de nossas gráficas
de todo país. Temos hoje em dia um Site para o ensino “quase de
graça” da tecnologia gráfica em vários setores, além de inúmeros
cursos de gestão na indústria gráfica. De tempos em tempos,
estes cursos vão se atualizando. Outros novos vão surgindo. Você
já tentou acessar o Site
www.academiagrafica.org.br? Você certamente ficará
boquiaberto com o que vai encontrar por lá. E isso em qualquer
lugar do Brasil.
Estamos
perdendo lentamente a corrida da competência no mundo
globalizado, inclusive na indústria gráfica. Um dos problemas
que nos leva a este estado de coisas é quando observamos um país
desprovido de moral, de justiça, de um mínimo de perspectiva de
decência e principalmente de segurança. Neste momento, é fácil
desanimar quando constatamos que se passa o dito pelo feito, sem
mais nem menos. O mundo caminha hoje a passos menores do que
antes, más, nós literalmente paramos.
O consultor de empresas americano Watts Wacker fez um estudo
que demonstrou que um dos pilares de uma empresa é a capacidade
de inovar, de criar, de não de ficar na mesmice, como fazia a
geração passada. E o que ele entende por “inovar”? Inovar é,
(não só para ele), sair da “mesmice”. É passar por
transformações, implantar novos procedimentos, nova tecnologia,
melhorar a eficácia, procurar novos nichos de mercado.Tem que
ficar claro, que inovar não é uma coisa que fazemos uma vez e
pronto! Inovar é um processo contínuo.
Ainda há
tempo para melhorarmos nossa competitividade no mercado,
treinando nosso pessoal, melhorando nossa eficácia, implantando
o que acima foi citado e principalmente nos conscientizando que
está na hora de acordar!
Thomaz Caspary é consultor
de empresas e diretor da Printconsult Ltda. (11) 3167-6939.
www.printconsult.com.br